Friday, July 07, 2006

O governo e a sua inutilidade social

Iluminuras da palavra A – O governo e a sua inutilidade social
Por Bernardo Almeida

1) A luta social deve concentrar seus esforços na destruição das forças cujo interesse é propagar a ignorância em detrimento do livre pensamento.

2) Um fato não exposto ou deturpado são igualmente mentirosos. A única diferença encontra-se no nível em que é explorado pelo lado beneficiado.

3) Ao contrário do que é demonstrado, uma sociedade sem governo é fruto de um povo que almeja a liberdade, jamais a desordem.

4) Um homem adaptado dificilmente desejará com ardor as chamas revigorantes da liberdade.

5) Toda forma de escravidão e submissão deve ser execrada.

6) A hierarquia e a autoridade são formas de se tentar justificar o injustificável.

7) Aquele que precisa de um governo, de uma religião e de um patrão assume, consciente ou inconscientemente, a necessidade de punir e de castigar àqueles que esboçam um pensamento original. Apenas esses indivíduos aceitam viver sob as rédeas ideológicas que promovem a miséria intelectual e corporal dos seres humanos.

8) Se qualquer governo se auto-intitula “da maioria” é porque não faz nada além de reconhecer as suas fragilidades, a sua falta de necessidade e inutilidade existencial.

9) O homem livre não precisa de representantes.

10) Direito não se delega.
11) Toda e qualquer liberdade criadora não deve ser restringida, tampouco alvo de constrangimento.

12) A solidariedade real é despropositada. O interesse é a marca da dissimulação e do egoísmo.

13) A base de toda sociedade sem governo é a cooperação.

14) Toda utopia é uma possibilidade que se esbarra na ofensa da desculpa do impossível.

15) Diante de homens livres, a ordem não existe. O que os coordena é a cooperação mútua e voluntária, a solidariedade.

16) Todos os homens nascem e morrem igualmente. Portanto, deverão, em vida, gozar de direitos idênticos.

17) Todo e qualquer regime sinaliza privação.

18) Qualquer força que sirva para obrigar o indivíduo a agir de forma contrária às suas necessidades deve ser combatida.

19) Todo homem tem direitos sobre seus direitos.

20) O direito não é uma simulação teórica. É uma abstração conceitual prática e dinâmica.

21) Os governantes do povo continuam, no íntimo, a desenvolver o papel de proteção dos seus próprios interesses.

22) Respeito é consciência. Obrigação é tirania.
23) A vontade geral sempre deve ser violada quando infringir a necessidade de um único indivíduo.

24) Direitos e liberdades jamais poderão ser moderados.

25) Todo autoritarismo é fruto do ego, jamais de uma reflexão de base solidária e cooperativista.

26) Todo trabalho deve ser livre e voluntário, respeitando os ideais de solidariedade, cooperação e as inclinações e aptidões individuais.

27) A servidão é o pressuposto da opressão do trabalho.

28) Quem menos tem voz, usualmente é quem mais tem o fato.

29) Todo governo é uma forma de dominação, embora aluda à proteção.

30) A violência e a brutalidade dessa dominação só pode ser sentida e vista pelos dissidentes.

31) O governo usa de violência sobretudo quando seus esforços de dominação intelectual não encontra espaço na mente de um ou mais indivíduos.

32) O homem livre, ainda que acossado pelas forças do poder, não acata conscientemente uma ordem sem que sinta aflição, constrangimento e repulsa.

33) Ser rebelde consiste em libertar-se constantemente.

34) Todo governo só é realmente necessário para ele próprio.

35) O governo legaliza a violência em seu benefício, reprimindo-a e punindo-a quando ela se dá contra seus interesses.

36) Todo governo é uma entidade de interesse unilateral.

37) O governo visa legalizar as injustiças da minoria a qual representa, mantendo privilégios que soam como insulto perante a realidade da classe trabalhadora.

38) Qualquer governo é uma forma de dominação ativa, perniciosa, brutal e violenta; de caráter utilitarista e exploratório.

39) Um homem que deseja ser governado admite a inabilidade em governar a si próprio.

40) A submissão voluntária é uma patologia.

41) O governo é, antes de tudo, uma instituição genuinamente criminosa.

42) Aquele que promove a desigualdade e as demais formas de injustiças que privilegiam um grupo ou classe de indivíduos em detrimento de outra, deve ser considerada como uma instituição de alta periculosidade para o bem estar da coletividade.

43) O homem nasce teoricamente livre, mas vive, na prática, condenado à escravidão, seja ela econômica, social, moral, religiosa ou legal.

44) A organização social e econômica contemporânea difunde e venera ações e comportamentos de base egoísta. Tal idéia contraria os princípios de solidariedade que une os homens, representando uma ameaça aterrorizante à manutenção de um sistema calcado na iniquidade, sordidez, dominação, exploração e desigualdade de direitos e oportunidades.
45) Os membros das classes dominantes unem-se e solidarizam-se enquanto disseminam, entre os seus subordinados, o egoísmo e a competição.

46) Não importa fazer parte de um grupo numericamente minoritário quando se é mais forte econômica e politicamente.

47) O povo, desunido e desagregado, age como uma célula que apenas obedece aos estímulos do organismo.

48) A classe popular é incrivelmente maior, em números, do que a classe dominante. Porém, desunida, não tem representatividade alguma.

49) A voz do povo só é escutada em coro.

50) A solidariedade torna, de dentro para fora, os homens iguais.

51) A competição promove a auto-preservação egoísta e não-sustentável do indivíduo, ao passo que cria e solidifica a base para a auto-destruição da humanidade.

52) Através da cooperação, a humanidade, em sua totalidade, torna-se o único indivíduo possível.

53) Numa sociedade na qual os participantes estão unidos intimamente pela solidariedade, a exploração ou a dominação não é possível senão pelo consentimento de todos os seus membros.

54) Viver sob demanda é uma forma de sub-existir.

55) Enquanto um conjunto de indivíduos viver da dominação e da exploração de outro, a liberdade e a igualdade não serão possíveis, sobretudo porque serão temidas.

56) Uma sociedade sem governo, composta de homens livres, não seria perigosamente violenta devido a falta de leis e punições? Respondo que dificilmente poderia ser mais violenta que essa. O governo apresenta um ideal de justiça invertido, dirigido sempre no sentido de castigar o povo e absolver os seus comparsas criminosos.

57) Se o governo é a lei e a justiça suprema em uma sociedade, quem os julgará quando forem acusados de participação em qualquer ação qualificada como criminosa? Eles próprios?

58) O governo é, antes de tudo, uma instituição violenta e criminosa. O governo detém as armas, possui polícias e exércitos. É o governo quem promove a violência contra os oprimidos e esfomeados, os explorados.

59) Se o governo é o tutor do povo, então, quando um indivíduo morrer de frio ou de fome ou encontrar-se sem abrigo, sem acesso à cuidados higiênicos e sanitários, tal qual um pai omisso, deverá ser culpado, responsabilizado e condenado por tais crimes hediondos, que atentam contra a vida e o bem estar humano.

60) Todo e qualquer governo é um mal desnecessário.

www.bernardoalmeida.jor.br

1 Comments:

Blogger Marquês de Bagos said...

Você é um desses anaquistas!!!!!!!!!!! vixe!!!!!

10:50 PM  

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